Uma dose:O desejo nunca é pelo objeto

Segunda-feira, meio dia.

Ele sai da reunião com a boca amarga pelo café que acabou de tomar.

No caminho até seu carro, uma vontade súbita de fumar um cigarro. Pensa em parar e comprar um maço. Desiste. Só queria um trago, no máximo um cigarro. Lembra que no caminho há um posto de gasolina.

Para em uma loja de conveniência, sedento, e pergunta, com uma certa urgência: “vende cigarro solto?”.  (...) enquanto procura , meio atrapalhado , as moedas escondidas no bolso da calça, pensa: “que delícia!” (...) “Vou dar um trago”. Compra chicletes sem açúcar. Cogita pedir um isqueiro pra moça que o atendeu, mas desiste. Decide guardar  o cigarro, ir embora e fumar quando chegar em casa.

Antes de seguir viagem, toma muito cuidado para que seu único cigarro não corra o risco de ser amassado em alguma curva. O coloca, então, dentro do porta luvas....pronto.  Da partida no carro e vai feliz. No caminho, só pensa em chegar logo em casa, deitar no sofá e saborear seu cigarro.

Enquanto manobra o carro na garagem, seu estômago começa a roncar. Fazendo as manobras, recapitula o que tem na geladeira.

Chega em casa com fome e corre para a cozinha. Satisfeito, vai estudar. Logo depois,  entra uma reunião, antes combina de encontrar um amigo para um café, no fim do dia .

O cigarro ficou no porta luvas do carro.

[Como vc continuaria essa história???]

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