Uma dose: Há prazer na dor?
A dor e o prazer são “coisas” muito próximas. Há uma linha muito tênue que as separam.
Freud se dedicou a essa questão. No início ele entendia que havia prazer na dor. Depois ele entendeu que dor e prazer são diferentes. O “no” é que não se trata de uma diferença escancarada e tão pouco fácil de ser lida.
A grosso modo, o prazer tem ritmo! A dor já é um descompasso.
Essa diferença se marca no corpo, acontece na linguagem. Ou em outras palavras, acontece no sujeito.
Indo mais pra Lacan, a dor é aquilo que atravessa uma camada desconhecida, se esvai e por isso atormenta, causa angústia! O prazer, ao contrário, de algum modo “organiza” a vida do sujeito psiquicamente.
O masoquismo, por ex, organiza um gozo numa suposta dor, mas cuja dor de tão conhecida deixa de ser dor. Confuso? O masoquista tem prazer na dor, mas não em qualquer dor, senão na que ele controla e conhece.
Há também quem goze na repetição. Sabe a famosa “ladainha”? Fulano fala, reclama, reclama, mas sempre que se queixa, goza. Ele não faz isso porque é um “sem vergonha”, ele faz isso porque há muito mais complexidade no sujeito do que supõe nossa vã moralidade.
Faz sentido pra vc?
Freud se dedicou a essa questão. No início ele entendia que havia prazer na dor. Depois ele entendeu que dor e prazer são diferentes. O “no” é que não se trata de uma diferença escancarada e tão pouco fácil de ser lida.
A grosso modo, o prazer tem ritmo! A dor já é um descompasso.
Essa diferença se marca no corpo, acontece na linguagem. Ou em outras palavras, acontece no sujeito.
Indo mais pra Lacan, a dor é aquilo que atravessa uma camada desconhecida, se esvai e por isso atormenta, causa angústia! O prazer, ao contrário, de algum modo “organiza” a vida do sujeito psiquicamente.
O masoquismo, por ex, organiza um gozo numa suposta dor, mas cuja dor de tão conhecida deixa de ser dor. Confuso? O masoquista tem prazer na dor, mas não em qualquer dor, senão na que ele controla e conhece.
Há também quem goze na repetição. Sabe a famosa “ladainha”? Fulano fala, reclama, reclama, mas sempre que se queixa, goza. Ele não faz isso porque é um “sem vergonha”, ele faz isso porque há muito mais complexidade no sujeito do que supõe nossa vã moralidade.
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