Uma dose: Qual é a minha responsabilidade naquilo que (me) acontece?
Qual é a minha responsabilidade naquilo que me acontece? Qual é a sua responsabilidade naquilo que lhe acontece? Fazer essa questão não é simples, mas é um ato ético, no limite. As nossas dores e nos nossos prazeres também dizem respeito a nós. Infelizmente, na maioria das vezes, terceirizamos essa responsabilidade. E ao terceirizar, fantasiamos um pouco. Só que na fantasia a gente não precisa encarar o real. Esse real que aparece as vezes como RESTO daquilo que não foi possível ser simbolizado, que não foi possível ser verbalizado. “A nossa amizade acabou porque ela me traiu”. 😲🤨🧐 Quando não nos implicamos naquilo que nos acontece, nos tornamos fugitivos dessa experiência e experimentação que é a vida. Não estou dizendo que fugir não seja doloroso. Até porque, para fugir, a gente quase sempre produz rejeição. Rejeitar, transformar em lixo... faz com que o “abandono” seja mais cômodo. Não quero dizer que fugir seja necessariamente algo fácil, no entanto,...