Uma dose: Ter ou não ter filhos, eis a questão?
A discussão sobre procriar (pro-criar), maternar e paternar (atos distintos) é muito potente e tem acontecido com força nesse nosso século 21. Enquanto, de um lado, há uma demanda social/histórica sobre a suposta necessidade ter um filho, do outro, há um questionamento sobre essa demanda. E a questão que insiste é: por que ter filhos? / para que ter filhos? A primeira pergunta busca uma causa, a segunda uma finalidade. Não são triviais. Essa discussão também cresceu, na minha opinião, por causa do movimento feminista, que, no mundo todo, tem ganhado ainda mais relevância social. Questionar um ato, tão naturalizado, é revolucionário, pois, no limite, permite que, principalmente as mulheres, se impliquem nisso, não para desistirem de serem mães, mas para questionarem suas decisões e supostas vontades. Ao perguntar "por quê?", a demanda histórica desliza...fica sob deriva....dando espaço para que o questionamento sobre os nossos desejos surjam. Af...